terça-feira, 6 de novembro de 2012

14. O Hermitage é do outro mundo


Ostentar, embevecer, babar



A "Arca russa", de Aleksandr Sokurov, ajuda a entrar no clima do Hermitage. O filme, de hora e meia, mostra salas espetaculares, e conta do seu jeito a História da Rússia, mas confesso que pouco entendi essa parte. Contudo, nenhum filme, nem mil fotos, nem o Google, nem as palavras de quem já foi preparam de fato o visitante para encarar o Hermitage como se já soubesse algo dele. Ver o palácio de fora, à noite ou de dia, já é um espetáculo grandioso. Entrar nele é ser devorado por uma sucessão de imagens fabulosas. Haja pernas, haja fôlego cultural, haja olhos, haja adjetivos!
Aqui e abaixo, detalhes do piso de duas das salas

Um lustre. Nada mais a dizer
Você olha para o chão e é uma obra de arte; olha para o teto, o luxo salta aos olhos; nas salas, obras maestras de marcenaria, da joalheria, da arquitetura, do artesanato; em outras salas, tesouros da arte, de Rubens a Gauguin, de Rembrandt a Ticiano, de Michelangelo a Matisse. Pelo folheto do museu, são 400 salas, em três andares. O andar térreo é mais voltado para antiguiddades. No primeiro, e principal, andar estão a maior parte dos motivos para deslumbramento. O filme de Sokurov, aliás, se passa quase todo neste andar. Como ele não tem cortes, quem já percorreu o museu pode acompanhar o trajeto da câmara quase sem se perder. No segundo andar estão Cézanne, Matisse, Picasso, Van Gogh, Kandisnky e o emblemático "Quadro negro", de Malevitch. O Hermitage vive repleto de turistas, mas é tão gigantesco que sempre dá para apreciar o que você quiser sem um grupo à sua frente. Claro, às vezes é preciso um pouco de paciência.
O ingresso
Como comprei ingresso para dois dias seguidos, fui sábado à tarde sem compromisso, mesmo com as obras imperdíveis. Durante umas três horas, percorri principalmente o segundo andar e anotei as salas que gostaria de rever com mais calma. Tinha visto em todos os guias que o museu fechava às 18h aos sábados, mas estranhei que os muitos vigias não expulsassem o povo a partir das 17h30m. Saí 18h30m, e só então descobri que puseram umas placas nos guichês avisando da ampliação do horário aos sábados, até 21h. Mas nesse dia, após a manhã em Peterhof, eu já estava cansado de andar. O domingo, confome o meu iPod tinha avisado,  amanheceu chuvoso. Então, já era esperado que choveria turista também no museu. E lá estavam milhares deles. Havia disputa até para arrumar vaga no amplo guarda-volume. Os grupos para visitas guiadas se aglomeravam.
Meu folheto com anotações sobre o segundo andar
Abri meu folheto já rabiscado e fui à luta, a partir do terceiro andar. Depois, novamente o segundo andar, com indas e vindas para achar alguma obra que não encontrei na primeira passagem. Há sempre obras emprestadas para exposições, como ocorre em qualquer museu. Creio que também  há sempre algumas salas fechadas para reforma, o que às vezes atrapalha o percurso.  Mas em geral é fácil se guiar pelo folheto. Na página  <http://www.hermitagemuseum.org/> pode-se baixar o plano do museu também, com informações e dicas. Em poucas salas é proibido fotografar. E centenas de funcionários (a maioria senhoras na faixa dos 60) fazem o papel de vigias, em cadeiras entre uma sala e outra.

Reprodução do site, o mesmo segundo andar
Pintado de alto a baixo, esse corredor (sala 227) merece destaque de tão fabuloso
A  capa do DVD de Sokurov
Na volta da viagem, revi "Arca russa", mais grudado ainda na TV. Ao mesmo tempo que me deliciava por ter visto ao vivo tanta coisa bonita, às vezes lamentava nem me lembrar de ter reparado em tal ou qual tela ou sala magnifícas. Depois, pesquisei esse link, um dos que ajudam didaticamente a conhecer os personagens do filme.
http://ocinemanoensinodahistoria.blogspot.com.br/2009/05/arca-russa-2002-de-aleksandr-sokurov.html

Este mosaico no piso (sala 204) aparece no filme de Sokurov
A sala das estátuas (241) e de belo teto

A sala 238, dedicada a pintores italianos
A sala com telas de Rubens (247) e cabeças de turistas
Uma simples maçaneta
Rubens também em russo
Panorâmicas de salas que demonstram o luxo do palácio. Elas estão marcadas em verde claro na planta do museu




Ao fundo, uma tela de Horace Vernet, no terceiro andar. Nada anotei sobre a escultura


Um móvel dos soberanos
Para finalizar, Malevitch (sala 334)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

13. Salve São Petersburgo


Fim de tarde no Rio Neva
Como Veneza? Um exagero. Mas é um espetáculo
"Moscou até agora é a barba russa, e Petersburgo já é um alemão perfeito. Como a velha Moscou se distendeu, se alargou! Como ficou descabelada! Como se deslocou, como se espalhou, como se empertigou a chique Petersburgo! (...) Moscou é uma velha caseira (...) não quer saber o que se passa no mundo;  Petersburgo é um rapazinho cheio de expediente, nunca fica em casa, sempre se veste com capricho e, todo enfeitado diante da Europa, faz uma reverência para as pessoas de além-mar"
Nikolai Gógol, "Notas de Petersburgo de 1836" (Cosacnaify, tradução de Rubens Figueiredo)


A praça do Hermitage: grandiosidade pouca é bobagem
Monumento no centro da praça
Nota-se que Gógol era um russo de fé que amava São Petersburgo. E ele viveu bem antes dos bombardeios nazistas e da posterior ressurreição da cidade. Teria sofrido um bocado. Não sei se ele gostaria de estar lá em outubro de 1917. Em 2012, sem Gógol para narrar, a cena é: cortada por canais e com mais de 500 pontes (segundo cartaz de alerta nos barcos que fazem passeios por suas águas), SPB tem um charme especial e ganhou o apelido de Veneza do Báltico. Mas melhor evitar comparações, pois os canais da cidade italiana são outros 500. Trocadilho infame de lado, o que se vê na foto acima é que a praça do Hermitage não tem pombos. É ampla, limpa e linda. Um tanto escura demais à noite, mas nada perigosa. O museu é um capítulo à parte, logo chego nele.
A Igreja do Sangue Derramado, à beira do canal e com as torres iluminadas pelo sol
Uma das torres da igreja
Outro ponto turístico que está em todas as fotos de São Petersburgo é a Igreja do Sangue Derramado (ou da Ressurreição), com suas paredes de mosaicos, seu colorido, sua imensa torre principal. Ela pode ser admirada desde a Nevsky.
Além dela, para quem gosta de projetos arquitetônicos faraônicos, jardins bem-cuidados e chafarizes de todo tipo, vale o passseio até Peterhof, que chamam de "a casa de praia do imperador Pedro, o Grande". A praia tem um quê de Ilha do Governador, mas os jardins do palácio jorram água a cada esquina, em diferentes desenhos, encantando a turistada. Peguei um barco que sai do cais nos fundos do Hermitage (1.000 rublos, R$ 72, não é barato), ida e volta, 35 minutos em catamarã rápido pelo Neva e o Golfo da Finlândia. No cais, paga-se mais  450 rublos  (R$ 32) para entrar na parte inferior dos jardins. A parte alta, dizem, é gratuita. Depois de mil chafarizes, não visitei o outro lado. Para entrar por lá, acho que o caminho é ir de van, trem ou ônibus.

Mais um foto do crepúsculo no Rio Neva
A maior parte das fotos desse post foi feita num passeio no meu último dia na cidade. Chovera de manhã; à tarde, tempo ainda nublado, parei para um café na Nevsky Prospekt, a Ataulfo de Paiva deles, onde todos passeiam, todos se cruzam, todos batem perna, todos passam a caminho de onde quer que seja. A qualquer hora. Eu queria fazer o passeio de barco pelos canais, mas não com tempo ruim. Então, bem no fim de tarde, as nuvens começaram a abrir. Ficam dezenas de pessoas pelas pontes anunciando os passeios e chamando turistas. Tinha visto que custava 600 rublos (R$ 43), mas quando decidi ir, por algum motivo, cobraram 300 rublos. Seria o trajeto? Não fiz questão de descobrir. Foi uma hora navegando pelos canais. A narração era em russo, mas mesmo que fosse em inglês eu não entenderia. O barco saiu por volta das 19h30m, da Ponte Zelenyi (Nevsky com Reki Moyki), e o sol começava a baixar. Fez a curva à esquerda em frente ao hotel Pushka Inn e foi para o Neva; seguiu pelo rio e dobrou à direita depois do Jardim Botânico (Fontanka). Entrou no canal do Teatro Mariinskyi e voltou pela Reki Moyki até o ponto de partida. À noite, parece que é comum nos passeios distribuírem balões (tipo japonês) aos turistas. Em horas de grande movimento nos canais, são vistos dezenas de pontos luminosos no céu da cidade. Outra curiosidade noturna de São Petersburgo são as festas em vans e limusines. Sexta e sábado, principalmente, é grande a circulação de limunises, vans e furgões. "Tudo incluído!", lê-sem em alguns desses carros. Jovens (só vi jovens) reúnem-se e enchem a cara enquanto passeiam em automóveis com vodca (e sabe-se lá que outros líquidos), música alta e qualquer outro ingrediente que combine com a sentença "noitada animada". Em alguns pontos eles se encontram e fica um estacionamento de limusines e afins, enquanto a garotada toma... ar.


Escultura numa ponte no Canal Fontanka
O mapa do passeio. A linha vermelha marca o percurso. Desculpem, ficou torto
Ponte e luz no Neva
Outra ponte sobre o Neva
Do barco, a Fortaleza de Pedro Paulo (1703)
Outro trecho do passeio

Detalhe de lampião numa rua
Cartaz no barco avisa: SPB tem mais de 500 pontes, mas você, turista, tem apenas uma cabeça. Cuide dela! Admito, eu fotografava algo e  quase dei uma cabeçada numa ponte; algumas são bem baixinhas e o teto do barco passa rente a elas. O barqueiro buzinou e um turista me alertou


Largo e prédio próximo ao Pushka Inn
Aqui e abaixo, cenas noturnas da Nevsky

"Não há nada melhor do que a Avenida Niévski", escreve Gógol no livro que leva o nome da rua
A lateral do Hermitage, com lua


Ele, de novo, em frente à histórica Estação Finlândia: Lênin, pode mandar parar de chover, por favor?! Spaciba


Reki Moyki: o hotel está logo ali à esquerda (toldo preto)

Geral de Peterhof: Pedro, o Grande, queria imitar Versalhes. Haja chafariz! Lá no fundo, o cais no Golfo da Finlândia
A mesma cena, sem 180 graus

Dourado e água em frente ao palácio principal
O bilhete para Peterhof

À beira do Neva, encontro de carros grandes: miniboates ambulantes

SPB não tem mais limusines que  NY, mas tem um bocado delas

sábado, 3 de novembro de 2012

12. É hora do rango

Eis a face de um sujeito feliz com seu jantar. A entrada, arenque com salada, já tinha sido traçada. O prato, embaralhado, é um coelho estufado com creme azedo. Assim estava no cardádio - em português!!! - do Taras Bulba (Rua Petrovka 30/7, perto do Mosteiro de São Pedro do Alto). Para acompanhar, dois chopes e duas doses de vodca. A foto é da garçonete ucraniana. A casa é típica de lá, da Ucrânia



Quando apontar é a melhor forma de fazer o pedido

Vi dezenas de recomendações culinárias na web. Coma isso, beba isso, peça aquilo. Mas aviso logo, não gosto de caviar, lamento. Provei uma vez e já era. Ah, mas é caviar russo! Ok, eu diria o mesmo da vodca para quem não gosta da bebida... é vodca russa! Empatou? Certamente, mesmo o caviar de que eu não gosto deve ser melhor que qualquer comida de avião. Melhor pular essa parte. É bom também esquecer o expresso que tomei no aeroporto em Roma. Paguei 3,40 euros por um brioche seco e um dedo e meio de café. A xícara vem quase vazia. É um gole de café mesmo. De volta à cozinha, obviamente, nunca dá para experimentar tudo que se recomenda, mas dei minhas pitadas. Ou goladas. Para o bem e para o mal. A primeira refeição russa foi meio confusa. Estava perto do Circo Nikulin, tinha comprado ingresso, e fui procurar um lugar próximo para comer. Guiado pela web, entrei no Lavash. Está lá no Wikitravel: cozinha da região do Cáucaso, preços razoáveis, menu com imagens, convenientemente localizado perto do circo Nikulin, a dois minutos do circo, na Tsvetnoy Boulevard. A parte boa é que achei o lugar. Mas não vi imagens no  cardápio em russo. Pouco entendi. Na hora do pedido, no parco inglês do garçom, só deu para compreender o que era carne e o que era peixe. O Cáucaso ficou distante. Pedi salada ceasar e carne. Boa salada, um filé honesto. A cerveja longneck estava quente, o que é lamentável para um carioca. O preço razoável: 1.200 rublos (uns R$ 85). O filé do Galeto da dona Ana, na carioca Rua de Santana, é melhor e mais barato. Mas a Santana, admitamos, está longe de ser a Tsvetnoy.

O filé caucasiano, quase sem foco
Cafezinho em Roma: "inho" mesmo

A salada do Taras Bulba


O coelho: isso é  antes de eu bagunçá-lo no prato, creia


Mu-Mu na Arbat: a vaca é o símbolo da rede; parece Cow Parade
A segunda refeição também foi um acaso da web. Estava na Arbat (uma famosa rua para compras), com fome, anoitecendo, chovia, e dei de cara com um restaurante da rede Mu-Mu. Qualquer guia e qualquer post na rede sobre gastronomia russa falam dele: é um lugar para economizar e para turistas que não querem se estressar com cardápios em cirílico. Você entra numa fila, como num bandejão, vai fazendo os pedidos (tem de tudo, ou quase), e no fim paga no caixa. Não é quilo, paga-se a porção de cada item escolhido.  As filas em geral  são grandes, o menu fica colado na parede, e no que eu fui tinha também em inglês. Mas não dá muito tempo para olhar a comida e ver a legenda na parede. Então, fui apontando. Na hora da sopa, o cara pergunta: carne ou champignon? Pedi carne. O caldo é um só; e ele pega a carne (ou o champignon) de outra panela e joga lá. A comida é mediana, mas a economia é garantida. Com chope, gastei R$ 478 rublos (uns R$ 35). E, apesar da mistureba que fiz, com sopa + crepe + linguiças + uma batata esquisita, foi satisfatório.

Minha mistureba no Mu-Mu
Foi depois dessa experiência que encontrei o Taras Bulba lá da foto no alto desse post. Todo mundo de roupas típicas da Ucrânia. Parece que há outras filiais por Moscou. Tinha até cardápio em português, o que considerei uma dádiva. Então, fui repetir a dose na noite seguinte. Mas de cara vi que nada seria como antes. Em vez da garçonte fotógrafa e que falava inglês, quem me atendeu foi a mãe dela! Uma ucraniana que só falava russo! E me garantiu que não havia cardápio em português na casa. Como assim? Depois de muito procurar, me arrumou um em espanhol. Cadê a velha simpatia ucraniana? Pedi tortillas de queso e salmón con especiarías. Mas o que veio não era tortilla nem em Buenos Aires nem em Moscou. Talvez na Ucrânia. Era igual a um pão ruim de cortar com faca, e um tanto sem gosto. Parecia comida de tempos de guerra. Dei-me mal. O salmão, para compensar, estava bom. Dos 1.470 rublos (R$ 105), uns 600 rublos foram de vodca e chopes. Ou seja, a conta podia ser menor. Pensando bem, podia não.
O salmão com especiarias do Taras Bulba
A tortilha que parecia pão duro: vodca e Stella para amaciar


Em São Petersburgo, foi mais cômodo para mim fazer as refeições no restaurante anexo ao hotel Pushka Inn. Pesaram a favor os 20% de desconto e o fato de o cardápio incluir pratos que eu queria provar. Então, lá comi frango à Kiev (460 rublos); sopa borsch, de carne e beterraba (280 rublos); estrogonofe com batatas coradas (720 rublos); creme de salmão norueguês e caviar (390 rublos); salmão com espinafre (590 rublos); sopa solyanka, receita ucraniana feita com pepinos e que pode ser de carne, peixe ou cogumelos (350 rublos). Entre as cervejas, a belga Blanche de Namur (280 rublos), a russa Nevskaya (160 rublos) e a tcheca Klaster Tmave, escura (200 rublos). Todos os valores sem o desconto (em média, no total da conta, dava uns 250 rublos de desconto; ou seja, uns R$ 20). A matemática é mais ou menos 14 rublos = 1 real.
Frango à Kiev no Pushka Inn: coxa empanada e recheada


Estrogonofe: bom e farto, mas nada fabuloso
Salmão: pedida sem erro. O creme de espinafre está embaixo
A solyanka com cerveja escura. No potinho, iogurte azedo para jogar na sopa
Sopa borsch, de beterraba, e cerva belga
Creme com salmão e caviar; a cerveja é russa


Nas andanças, houve outras experiências gastronômicas. Boas e más. Entre as boas, o blini (crepe) de salmão e os sorvetes. Entre as más, o cachorro-quente de rua caidinho que comi perto do Hermitage. Tanto em Moscou como em São Petersburgo há pequenos mercados e grandes (nem sempre na área turística). Em Moscou, havia um grande em frente ao hotel, e lá fiz um bocado de compras. Só foi estranho no dia em que tentei comprar vodca e vinho e a caixa disse que não poderia levar. Fiquei boiando. Não consegui entender, como sempre. Achei que era porque iria pagar no cartão de débito (VTM). Mas não descobri o motivo, pois comprei cerveja ali quase todo dia, sem problema. Como em qualquer lugar do mundo, os mercados ajudam o turista a economizar. Um exemplo está na primeira foto abaixo, com bolo de creme e morangos (30 rublos), vodca (105 rublos) e chocolate (26 rublos). Ou seja, uns R$ 12. Menos de R$ 3 o tablete de chocolate. E era bom, com amêndoas. A garrafinha é só de 250ml, mas custou R$ 7,50. Pois é, dá para ficar numa boa sem gastar muito. Uma dose no restaurante custa no mínimo 120 rublos. As cervejas também têm preços razoáveis no mercado. Quando há numeração no rótulo, como no caso das Bálticas (latas azul e vermelha), tem a ver com o teor alcoólico. Quanto maior, mais forte é a cerveja.

Produtos do mercado: bolo de creme e morangos (30 rublos), vodca 250ml (105 rublos) e chocolate (26 rublos)

Embalagem de sorvete. Comprei pela marca CCCP (URSS em russo). É de baunilha e chocolate e lembra um Eskibom

Sorvete Magnata, de palito: isso mesmo, ótimo
Cervejas do mercado: R$ 3 a R$ 6



Capuccino gigante e um tanto aguado (215 rublos) e ótimo strudel (205 rublos) na Névsky, diante da Igreja de Kazan

Blini, ou crepe, de salmão (140 rublos) e cerveja (60 rublos): lanche por menos de R$ 15

Close no cachorro-quente de rua: o refrigerante era horroroso também (100 rublos, o barato que não compensa)

Chopão no copo plástico no parque (100 rublos, R$ 7)